terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Habemos Doutoris

Caríssimos Tunos,

Habemos Doutoris. O nosso caríssimo colega Subwoofer, ficou aprovado na defesa do seu Doutoramento.

Assim sendo creio que o seu nome passará a ser:

Dovtoris Signoris Investigatoris Nonnvs Svbwoofervs Voix Cavernosvs Bateriae Cabvs

Irei propor esta alteraçao no próximo ensaio da tunassa..

E PARA O DOUTOR NAO VAI NADA!!!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Crónica do Aniversário da Casa dos Dragões de Espinho

A menos de vinte e nove minutos da hora de encontro, entretinha-me eu com a árdua tarefa de conseguir apertar o raio do botão das calças do majestoso traje. Foi nesse acto historicamente belo que dei conta da bela quantidade de anos que esse marco de referência tinha, e da sorte que apesar de tudo tinha de caber dentro dele, apesar do facto de perder alguns minutos para apertar o botão das calças, equacionar a utilização de uns suspensórios e o colete começar a ter parecenças com um espartilho...
A missão vestir traje ficou concluída a tempo de chegar a tempo ao check sound. Já andava afastado do traje e dos palcos há alguns tempos, afastamento ditado por uma mega promessa, finalmente concluída, mas mesmo assim não me lembrava da pomposa actividade de check sound, a não ser dos afinanços das guitarras a dez segundos de sermos anunciados num qualquer palco de salão paroquial ou debaixo da janela de uma bela moçoila. Ponto de encontro, café por debaixo da Casa do Porto de Espinho (desculpem não faço menor ideia do nome), e ditava o relógio umas majestosas 17:59, no ponto de encontro estávamos 6: Guru. Tiago Guimarães, Gui, Zé Rodrigo, Eduardo Gicas e eu.
Depois de uma aventura pelos corredores da cozinha do casino de Espinho, lá demos com o palco, e que palco. Como diria o Gicas, podia ter um daqueles em casa. A instalação sonora era fantástica e tivemos de repetir uma música três vezes, para o senhor do som afinar os micros.... E que micros, se tivéssemos uma pandeireta e um bandolim em palco, bastávamos os 6 para um grande espectáculo, isso e saber as letras todas. Mas estávamos a contar com 16 elementos para a o início da noite, já estávamos a imaginar o espectáculo, pena ter de ser só de 30 minutos.
As condições de recepção, para além do excelente palco e check sound, melhoraram com o que veio a seguir, que nos viu mudar o lema de "no mínimo como o Guru", para "no mínimo como no Casino, mas com as cervejas dos Bombeiros"! Tínhamos à nossa disposição 3 camarins, uma mesa com salgadinhos, redon, quiche e muita fruta, e um frigorífico cheio de colas, trinas e outras coisas que tal, e apenas uma grade de super bock... mas como o que conta são as intenções, ainda ficamos à espera das bailarinas russas... Os camarins tinham lâmpadas fashion do IKEA à volta e um cheiro intenso de tabaco, também deviam ter uma gordura estranha na parede, mas ninguém confirmou tal facto.
Aos poucos e poucos foi chegando toda a gente, incluindo o apresentador do espectáculo, o grande Né Vasco, voz inconfundível das rádios locais de Espinho, mas que não nos conhecia, e que foi bastante simpático ao dar-nos uma idade global na casa dos vintes e qualquer coisa... esta gente da rádio nunca foi de grande confiança... e também as indicações dos timings que tinhamos de cumprir por causa do discurso do querido Jorge Nuno, que viria a palco a seguir à nossa actuação... somos mesmo grandes... :P, resultado, tempo de actuação reduzido sequencialmente ao longo da noite de 29+1 minutos, para 19+1 e consequente abandono de canções e palhaçadas a cada minuto que passava.
À vida foi também a ideia de trazer o Helton a tocar o "Frango da Maria" connosco, havia de ter sido bonito.
Chegou a hora da verdade, a playlist foi: Farol de Montedor, Cinderela, Carteiro, Nem Às Paredes Confesso, Pito da Maria, Vareira... no total a actuação rendeu 19+1+1 minutos, dentro do timming esperado.
O Pedrugo reza a história de não ter mandado nenhum prego durante toda a actuação, e esta não correu mal de todo, tirando o facto de estarem todos os espectadores a comer e a pedirem autógrafos aos senhores importantes da plateia.
Nova volta aos camarins, atacamos o bolo de chocolate e a água Vitalis radioactiva... que venha o próximo... e "no mínimo como no Casino, mas com as cervejas dos Bombeiros"!

Claudicador

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A teoria da roda quadrada

Caros Gaseanos,

Antes que termine o ano sem posts no mês de Dezembro, deixo-vos uma relíquia das antigas. Na semana que temos entre nós o Monstro das Torradas, nada melhor que postar uma cópia de um artigo escrito só para ele.

Abraços fofinhos para todos,
Biscoso

domingo, 21 de novembro de 2010

Quasi-Grunge

Caríssimos,

Enquanto aguardamos ansiosamente que a crónica sobre o jantar de início de actividades saia de dentro dos trajes menores onde foi guardada, permito-me a liberdade de deixar aqui umas pequenas palavras sobre o que uma imagem encontrada no fundo do baú pode evocar.

Quasi-Grunge. Lembram-se de quando todos usávamos casacos de ganga? Era o prelúdio de uma época em que tudo seria vivido de uma forma única. Os cabelos iam começar a crescer, as camisas de flanela iam se juntando à ganga, as relações estreitavam-se e fortaleciam-se... e o mundo estava mesmo aí!.

Tudo mais real mas menos mundano. As conversas viviam sempre alimentadas pela partilha de ideias diferentes ou ideais comuns. Intensas e inesgotáveis.

As dúvidas e as angústias. Nunca eram só nossas, mas sim de todos. E todos resolviamos tudo.

Os amigos, a noite, as paixões, os desamores, o Verão, a praia, a música, as bandas... As bandas! A nossa cidade em fase Seattle!

E eramos assim. Diferentes, a querer ser mais, mas já nós.

Um grande abraço,
Almeidae Sanctus

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ah boquinha linda!!!

Deixo-vos aqui um antigo (e importante) hieroglifo que tardava ver a luz do dia...



Abraços Gaseanos
Biscoso

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A crónica.

Parece-me que falta aqui uma crónica.

Tanta força para levantar menires de 33cl e tão pouca para escrever uma crónicazinha de um simples e tranquilo jantar.

Vá lá. Estamos anciosamente à espera.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

OFICIAL: Jardel deixa os estádios!

Antes de começar, gostaria apenas de dizer que, já tendo muito kilómetro debaixo dos pneus (fruto do consumo continuado de água do Mosteiro de Leça) ainda me deparo com momentos de admiração e embasbaque (inventei agorinha mesmo). Mas já lá vamos...

Eram ainda umas soalheiras 13:19 quando o Guru e a minha pessoa se encaminharam ao ponto de encontro que era, pasmem-se, no América. Alías, quando é que estas referências continuadas na blogosfera começam a render finos, assim por dizer, à pala? Já dever haver malta nos mais longínquos confins da Rua 62 a conhecer esta casa à nossa custa! Adiante, que já desabafei.

Depois de alguma discussão sobre a legitimidade de estacionar em plena faixa de rodagem, seguimos fortes e confiantes ao encontro do Pide que nos aguardava, não de lápis azul em riste, mas de burbulhante e resplandescente copo na mão. Sim, como são todos os finos no América! (pub) E assim trocámos algumas palavras de carinho e reconhecimento mútuo, fechando com os devidos insultos dada a sua situação de férias praticamente intermináveis. O ordinário!

Segundos depois de ter dado um toque ao Cancioneiro (que frase bonita), ei-lo! Porte altivo, barba impecávelmente aparada e muita fominha. Dada a proximidade com a hora de almoço e com os estómagos em auto-digestão era tempo de pedir forragem. Estando de dieta e a fugir de fritos, pedi dois rissolinhos que, segundo consta, são cozidos. E assim fui acompanhado pelos restantes convivas por entre mistos e senhores que só comem pregos aos pares. Tipo, dois de cada vez. Ainda dizem que estamos velhos.

Estávamos nós na comezaina, a falar de boca cheia, cuspindo pequenos pedaços de comida, quando chega o nosso Maikel Náite (nunca hei de saber escrever isto) que se junta à malta a uma pequena distância de segurança. A prosa fluia. Foi então discutida a data para a magna jantarada de início de época, que seria por volta do início de Setembro. E porque não anteceder o início de época por um jantar de fim de época para dia 31 de Agosto? Apesar de não ter recolhido muita aceitação, é a minha opinião, e eu concordo com ela. Para fazer esquecer o meu momento de clarividência, foi anunciado que o Sr. Manuel Sancebas teria uma música alinhavada para tocarmos, algo que muito nos alegra e honra.

Breve revisão das músicas a tocar (que medo...) e chega o nosso Moikano assim completando a bela meia dúzia de seis. Ala que se faz tarde!

Após uma agradável viagem em viatura com o clima controlado, chegámos a Fornos, onde fazendo juz ao nome, estava um calor que não se podia. Foi com supresa que se constatou que o que nos sobrava em calor, faltava em tecido aos vestidos de avisadas moçoilas que sábiamente anteciparam as condições climatéricas do local.


Apenas alguns instantes decorridos e estamos em companhia desse grande senhor, Jardel! Sempre em grande forma. Silhueta atlética e a confiança dos grandes momentos, com felicidade estampada no rosto. Após a comoção inicial devida ao grande acontecimento que se aproximava, lá nos preparámos e colocámos em posição para dar início à função. E aí vem Jardel, acompanhado pela Moçoila (a música, não o objecto final da demanda).

O nervoso miudinho aumentava e chega a noiva, acompanhada de seu pai nessa derradeira viagem para os braços de seu escolhido. Bandolins à ilharga, acompanhada de piquenas e académicas pagens. E assim se iniciou a cerimónia. Que belas leituras, a convidar à introspecção dos presentes, e com grande impacto neste grupo de serenantes, sentados por trás do ambão. O salmo, brilhantemente intrepretado pelo Guru, com a sua capa traçada em homenagem ao grande Jardel.

Muitos foram os momentos de elevação, por entre o enaltecer do fogo do noivo e da fecundidade da noiva (he he... he... he... estas coisas bíblicas...). E após os votos, e porque “Não separe o homem o que Deus uniu.”, permaneceram os nossos noivos de mão dada por longos momentos.

Não esquecer o inspirado “Cordeiro de Deus”! A potência da pandeireta do Moikano que ecoava pelas naves! As vozes afinadas! O Jardel quase a tocar contrabaixo! E no final! A grande pergunta! Quatro palavras mágicas:

- Vão tocar o cordeiro?...

O que é que será que esta pergunta quer dizer? Desenganem-se os que pensaram que era resultado dos pregos do bandolim, que tornam qualquer música irreconhecível. Quer apenas dizer que a nossa versão é tão desconcertantemente nova que se eclipsa o original.

E embalados por tão belos cânticos, e sem dar por isso estávamos no final da cerimónia. Rápidamente, e em cunha, nos dirigimos para a entrada do templo onde estenderiamos as nossas capas em deferência aos recém-enforc... casados. Não sem antes organizar um “Porto de Honra”, transportado em providencial mala térmica, préviamente preparado pelos noivos para que todos pudessem, logo ali, brindar à sua felicidade. E brindar, e brindar, e alguns ainda, brindar novamente. Vá... e brindar. Não esquecer o FRA do GAS, feito de gás por este vosso servo (foi a emoção). Atenção à mala térmica... Existem ideias para a tornar num item standard GAS69... Já encontrei algumas de traço académico... Uma mala térmica de granadinhas...

Após tentarmos infrutíferamente emborrachar, ali mesmo, os nubentes, e tendo as gargantas em chama de com tanta alma cantar, descobrimos a Adega Regional Vitualha, onde toalhas eu não vi (peço desculpa, não resisti à chalaça). Enquanto no recinto se faziam as últimas despedidas, nós tratámos de malhar finos e rissolinhos como se não houvesse vida para além de uma cerveja em copo plástico. De repente, estava de novo na queima!

O tempo parou...

E assim, admirado e embasbacado, constatei:

Jardel deixa os estádios e recolhe a casa, que será sua e de quem guarda o seu coração.

Vivam os noivos!

PS - Não desapareças miúdo!