domingo, 1 de agosto de 2010

FESTA DAS COLECTIVIDADES, PARAMOS, 30 de JULHO DE 2010

É com esta tentativa de aqui registar alguns dos acontecimentos ocorridos em mais uma noite de actuação do grandioso GAS de 69, que inicio a minha carreira literária neste nosso já universalmente conhecido blog.
Passemos aos factos. Ou não, que o registo que adopto fica mais próximo do romance do que do mero artigo jornalístico.
Cheguei ao já usual ponto de encontro com uns pontuais 40 (quarenta) minutos de atraso, pelas 20:40h. À mesa, o Guru, o Pide, o Cuequinha Preta, o Jardel e a sua Noiva que com o aproximar do DIA de modo algum o deixa desamparado nestas lides, e um muito aluado Canecão. Talvez a proximidade de mais um importantíssimo jogo desse execrável clube do qual é adepto lhe ocupasse a mente, ou algum assunto de foro mais íntimo. Como cantava Amália, não sei, não sabe ninguém.....
Efectuados os cumprimentos aos presentes, tomei conhecimento que o reunir marcado para tão cedo se devia a uma muito remota hipótese de brindar-mos mais um recém casal, que nesse momento festejava o acto na Quinta da Camarinha, com uma memorável serenata. Nessa celebração marcava presença o nosso insubstituivel Almeida Santos, e ouvi dizer que a verdadeira razão da serenata se prendia mais com a tentativa de resgate, sim resgate, desse nosso elemento do que com outro qualquer motivo. Afinal, o insubstituivel, é solista em algumas músicas e é o nosso primeiro bandolim, motivos mais do que suficientes para a sua ausência ser temida. Havia que aguardar a chegada de mais elementos para que fosse possível ponderar tal missão.
Assim, foram passando os minutos, entre finos, pregos, hamburgueres e conversas acerca do que fazer com os milhões do prémio do euromilhões que teima em não nos sair. Entre outras mirabolantes ideias há que salientar a aquisição de autocarros, fabulosos iates (aconselho a visita a www.why-yachts.com), a instalação do GAS de 69 no Palacete da Pena e a inevitável construção de um cervejoduto para que o abastecimento desse combustível a que somos movidos fosse abundante e contínuo. Até já se teciam projectos para spa's de cerveja,imaginem.
Já o devaneio ia longo e se quantificavam salários para profissionalizar o GAS de 69, ponto em que a discórdia estalou devido aos elevadíssimos salários pedidos por elementos como o entretanto chegado Viscoso, que, desfaçatez estampada no rosto, afirmou que por 200 €, eu repito, 200 €, se tornava profissional. Outros, mais sérios e honrados apenas exigiam 5000€, ou 4999€ como o Pide, sempre altruísta e consciente da necessidade de justiça salarial neste país. 200€, valham-me os santos todos.
Pés novamente assentes no tapete da esplanada do América, e após a triste constatação que ainda não era desta vez que tinhamos que ter esta discussão dos salários do GAS de forma séria, o Guru lembra que convinha fazer o alinhamento, vai daí, saca de um guardanapo, pede uma caneta e numa penada estão doze músicas alinhadas, repertório mais do que suficiente para uma hora de actuação que era o que estava contratado.
Assente ficou também que dado o adiantado da hora já não seria possível efectuar o resgate, pelo que, por sms, foram encetadas tentativas várias de obter a presença do insubstituivel na actuação que se perfilava. Como que por birra perante a nossa ausência no casório, ou talvez porque o menu, quer o sólido quer o líquido, se apresentava bem mais apetecível lá do que no local da actuação, Almeida Santos nos deixa apenas com uma ténue esperança na sua presença.
Dos elementos com presença assegurada apenas faltava o Moço, que resolveu contribuir para a produção nacional no último dia antes de férias com umas horas mais de trabalho. Remunerado ou não , também é como diz a Amália, e o Gigantone que deslargava o carro amarelo quase na hora marcada para a actuação e que consequentemente ia lá ter.
Assim nos deslocamos em caravana composta por três viaturas, com direito a música ao vivo dentro das mesmas e gajos dependurados das janelas. O costume.
Chegados ao local da faena e após 227 voltas à rotunda (este número é aproximado pois fiquei ourado e não as consegui contar) lá estacionamos num sítio qualquer pois a organização não reservou lugares VIP para as viaturas dos artistas. Aqui está mais uma cláusula a incluir em contratos futuros.
A entrada no resplandescente recinto da festa fez-se sob um auspicioso luar de tons alaranjados devido ao fumo dos fogos que por este país lavram.
Como sempre, este bando de enrroupados em demasia para o calor que se faz sentir nesta altura do ano, atraiu de imediato as atenções dos presentes. Será que um traje ainda tem tanto impacto? Aqui fica uma proposta para futuras discussões.
Ocupava o palco a Banda de Paramos. E continuou a ocupar até depois das 24h, quando nos pediram para actuar às 23h. O que nos valeu foi a simpatia das funcionárias da barraquinha dos Milhafres (ai se eles lêem isto) que após nos venderem as três minis que tinham no frigorífico, lá nos continuaram a aturar e a fornecer o tão precioso liquido já em copo de plástico de 25 cl. Isto é a prova viva que nós não nos preocupamos com a embalagem mas com o conteúdo.
Terminada então a actuação da Banda, limpo o palco da parafernália utilizada pela dita, instalados os microfones, eis que o Sr. Presidente da BMUP tem o meritório acto de colocar no palco uma grade de granadas de mão fresquinhas (vulgo minis). São actos destes que tocam fundo no coração de um homem e cimentam relações institucionais.
Subimos ao palco e o assunto tornou-se sério. Conseguimos mais palmas do que a Banda, o que é normal pois somos mais ordinários do que eles, e o que o povo gosta é de ordinarices, mas efectivamente nem todas as actuações podem entrar no rol das memoráveis e esta intégra esse grupo. O Gigantone nem deu pregos, o Moikano esteve ao seu nível, o Guru empenhadíssimo na apresentação, as vozes afinadas, eu cantei as músicas quase todas, o Jardel imparável no baixo, mas não estivemos lá. A hora já ia adiantada, o som não ajudou, o público também não se empenhou muito, exceptuando aquele senhor que até o "Farol de Montedor" dançou, enfim, fosse o que fosse, houve qualquer coisa que nos correu menos bem, mas cumprimos os mínimos ou até os médios e por aí nos ficamos. Melhores actuações virão.
Terminada então a actuação e ultrapassado esse obstáculo que são as escadas do palco, eis chegado o momento da confraternização e inevitável repasto, composto por muita cerveja, pregos, bifanas e papinhas de sarrabulho. Isto acompanhado por uma desgarrada em que o refrão era uma coisa muito estranha...... " E mostra a peida, E mostra a peida....". Isto tudo na presença da filha do Presidente da Junta. Não havia necessidade.
Para finalizar apenas dois apontamentos:
A inevitável sessão de pancadaria inoportunamente interrompida pelos elementos da segurança. Nem sangue cheguei a ver, e disso dei conta à organização para que em futuras edições dê instruções para que pelo menos deixem partir duas ou três garrafas na cabeça de alguém pois arraial popular sem pancada é como jardim sem flores.
Por fim queria aqui deixar um pedido de publicação de um vídeo de que sou proprietário, efectuado quando dois elementos do GAS trocavam de roupa em plena via pública e proferiam uma séria de parvoíces. Caso os intervenientes autorizem a sua publicação é favor fazer-me chegar a respectiva autorização em papel timbrado de 25 linhas. Caso algum editor de meio de comunicação social queira comprar o dito vídeo (de má qualidade pois foi realizado com telemóvel) eu vendo mesmo sem a autorização dos intervenientes.

E então até dia 14 de Agosto.

domingo, 25 de julho de 2010

sábado, 24 de julho de 2010

Crónica de um Matrimónio

Bem, este texto vai ser para mim um desafio. Descrever jovialmente algo que me foi tão próximo pode tornar-se uma tarefa desmedidamente difícil. Mas vou tentar.

Faltava um minuto para as 14 horas quando finalmente consegui sair de casa, já trajado e com a guitarra pendurada no ombro. A tarde de Verão estava quente e o sol não desistia de me tentar derreter. Mas em vão, pois apesar de suar, e muito, cocó seco não derrete.
Entrei no meu carro impecavelmente badalhoco, e dirigi-me à capela da Nossa Senhora da Ajuda, que fica a uns longos trezentos metros (arredondados) de minha casa. Como é obvio acabei por estacionar o carro mais perto de casa do que da capela. Conforme ia galgando a calçada os transeuntes, que vestiam leves indumentárias, lançavam-me olhares trocistas ao passo que as transeuntes, que desfilavam provocantes indumentárias, me lançavam olhares lascivos.
Quando finalmente chego à capela, encontro o Guro e o Moikano na entrada muito indignados: O senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero queria um cântico de entrada e nós não tínhamos preparado nenhum!

Mas nada que apoquentasse o Cancioneiro, e como “Deus está aqui” arranjou-se logo um cântico de entrada. Subi então os degraus que davam acesso ao local onde a magnânime tuna iria actuar: a bancada central da Capela de Nossa Senhora da Ajuda. Lá em cima encontrei o Pedro Queiroz, que tentava desesperadamente arrancar algum som da relíquia exposta no piso superior da capela, e sem entretanto chegou o Jardel com a Chaimite, pronto a fazer vibrar na frequência “oceano-pacifico” qualquer coração mais carente, auxiliado pelo Canecão e por um Moço de ar muito afeminado, que ainda trazia os colants da noite anterior a revestir-lhe as pernas em forma de alicate. Verdade seja escrita, este Moço era um herege pior que o Canecão de antigamente, pois foi sem decoro que entrou na casa do Senhor de toalha negra ao ombro, com uns provocantes calções cor-de-corvo e um chapéu de três bicos. O que vale é que o senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero não o viu, senão convidava-o já para ir com ele fazer bodyboard naqueles dias em que a SICradical vem cá a Espinho fazer reportagens.

O Cuequinha-Preta e o Subwoofer não demoraram a chegar, assim como o Almeida-Santos e o Pide. Como o resto do pessoal nunca mais chegava o Guro, depois de elogiar a pontualidade do pessoal com uns impropérios que não me atrevo a transcrever, lá deu inicio ao ensaio geral. Cada música foi então revista minuciosamente-muito-por-alto-uma-única-e-última-vez, e ficamos então prontos para a actuação.

Quase com a cerimónia a iniciar-se chegou o Torradeira sorridente e o Gigantone todo speedado e pronto para enfiar uns quantos pregos em todos quantos se lhe atravessassem no caminho.
O noivo, lá em baixo, esperava pacientemente pela noiva, enquanto o pessoal cá em cima repetia sem cessar um galhofeiro “tosxsxtasxx”. (ainda hoje não entendo porquê). Chegou finalmente o Obelix e a cerimónia podia começar. A noiva assim que soube que a tuna estava completa e apressou-se para a Capela, na esperança de ainda os ouvir cantar.
Já com a tuna em formação de combate, a noiva entrou na Capela ao som de uma relíquia do século V, que rangia mais do que soava. E quando já todos pensavam que se podiam sentar, a tuna anunciou que “Deus está aqui”.

A actuação foi brilhante, não havia música que não suscitasse um virar de cabeças na nossa direcção, acompanhado por um sorriso malandro da parte de todas as donzelas presentes na cerimónia. O Santo mexeu, o Cordeiro de Deus dançou, o Aleluia espantou, o Senhor, Tu és a luz encandeou… até parecia que eram os escuteiros de Alvarelhos que cantavam! Mas o ponto alto foi sem dúvida a intervenção dos “Il Divo”, que não quiseram deixar de estar presentes. Houve quem tivesse pensado que se tinha tratado de um playback, mas não, foi mesmo “in vivo”.

Como não podia deixar de ser, o Viscoso e o Pide não se conseguiram conter tiveram de tocar o seu incontinente-faduncho-boémio, mesmo a meio do ofertório. Quem não gostou da brincadeira foi o senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero, que viu no acto de tocar a inocente melodia, naquele instante, um ataque à seriedade da sua Profissão… oh, perdão, Vocação, queria ter escrito Vocação. Olha, agora já não dá para apagar porque o meu teclado é pobrezinho e não tem “delete”.

O importante é que a cerimónia correu impecavelmente bem, ou não tivesse ela sido conduzida por um profissional da coisa… o Guru! (pensavam que ele estava a referir-me a quem? Ao clérigo, não? Seus malandros…)

No final, a noiva sempre atenciosa mandou pelo jabardo do irmão algo para adoçar a boca a quem tão bem cantou e alegrou: Beirão!!! Quer dizer, amostras de Beirão…

Depois de terem os papéis todos assinados, os noivos saíram finalmente da Capela, com arroz pelo ar e capas pelo chão. Foi então que surgiu um espontâneo digníssimo brinde de beirão e um FRA dito-berrado pelo Almeida-Santos, que perdurara pelos tempos.

No final do dia, depois da loucura da festa, a noiva disse-me comovida: “A parte do casamento que eu mais gostei foi a cerimónia. Foi linda. Obrigado.”

Obrigado.








PS: o título “lustrissimo” nada tem haver com o facto de o nosso senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero gostar de puxar o lusto do senhor bispo do Porto, mas sim com o facto de já ser o eclesiástico da cidade de Espinho à mais de 5 anos (5anos = 1 lustro).

PPS: Agora a sério: Muito obrigado a todos pela actuação e da forma como correu. A Iracema e o Tiago estão-vos verdadeiramente gratos e não encontram palavras para descrever o quanto todos vós ajudaram a tornar-lhes o dia inesquecível. Muito obrigado por terem estado presentes meus amigos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

e a cronica do casorio??????

hqmc... o q esperas? ou ainda estas embriagado d+ para publicar o que quer que seja?
anda lá...conta coisas? cm correu? tiveste reacçoes à N/ (modestia à parte) extraordinária, fantástica, assombrosa performance? (volto a referir... modestia a parte, claro...cof...cof)

abreijos!
(pra ti recem cunhado do tosxsxtasxx é só se publucares a croniqueta! pos outros... é à balda)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Letras de Manuel Sancebas

Caros Gaseanos,
Já tenho em minhas mãos algumas das belas letras escritas por Manuel Sancebas.
Temos total autonomia para as tocar, desde que estejam de acordo com as melodias criadas pelo próprio, para isso teremos que nos reunir com ele, em sua casa, para gravar as melodias e já que lá estamos para apanharmos uma farda colectiva.
Do vosso membro mais trabalhador e proactivo (não reactivo, ó maior),

AD ETERNVM QVEIMATORVM

segunda-feira, 5 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Crónica do Aniversário do Orfeão de Espinho

Passavam 37 minutos das 9 menos 10, quando eu cheguei mais que atrasado ao local de encontro. Já lá estava toda a gente! Jovens viscosos, moços, carecas, cabeludos, com óculos, sem eles e uma pequena bola de colete aberto.

Tudo a beber águas das termas de Leça, tal como manda o médico, alguns ainda a comer uma bucha para fortalecer a voz, e a pequena bola a tentar fechar o colete. Como já iam sendo horas lá se levantou tudo numa grande algazarra, e lá fomos nós para o edifício da Junta de Freguesia de Espinho. Íamos nós a meio do recinto da feira, no quarteirão entre a 31 e a 29, quando começámos a ouvir alguém assobiar e chamar. Olhámos todos e ficámos muito envergonhados porque não era pra nós. “Cambada de convencidos!”, diz o Guru. Lá seguimos mais um pouco… toca o meu telefone! Afinal nós não somos convencidos, estavam mesmo a chamar por nós porque o nosso Almeida Santos se tinha esquecido da camisa suplente na esplanada do América. Não fosse o homem perder-se no meio do descampado, eu lá fui tratar do assunto, para podermos efectivamente avançar prá Junta.
Na viagem pedonal entre reparos ao colete da Pequena Bola, quando passávamos o parque novinho em folha que está em frente ao multimeios, ouvimos uma vozinha de criança dizer-nos que não temos piada nenhuma… tuno sooooofre! Entre vozinhas que diziam que não tínhamos piada e o vozeirão do Jardel a dizer que a caixa da guitarra é pesada, lá chegámos nós à Junta.

Entrámos para os camarins quase sem parar na casa de partida, e descobrimos que além de termos a companhia de umas anãzitas loiras em estado líquido, tínhamos também as bailarinas da Escola Giselle no camarim ao lado. Lá afinámos os instrumentos (de cordas), confraternizámos com as anãzitas loiras e descobrimos que a Pequena Bola quando apertava o único botão do colete que consegue se transformava, qual Super-Homem, no Canecão!

Entretanto o espectáculo decorria com a actuação dos nossos anfitriões, o Orfeão de Espinho. Como ainda havia bailado antes de entrarmos em palco, alguns de nós decidiram ir fumar um cigarrito para aliviar os nervos. De repente aparece o Moço afogueado e em stress a reunir as tropas. Tinha havido um problema com a música do bailado e íamos entrar nós logo a seguir para a primeira parte da nossa actuação.

Lá correu toda a gente a reunir-se na boca de cena, prontos a colocarmo-nos em palco com uma táctica ligeiramente diferente da habitual… e lá começou a percussão do “Farol de Montedor”, seguida de um portento de vozes que convicção e concentração desempenharam bastante bem o seu papel. Avançámos com toda a confiança para o nosso reportório mais rapioqueiro na forma da música “Rico Tau”. A coisa até começou bem, com o Guru a ensaiar o público para que cantassem connosco o refrão. Começámos então a música em si. O Moço, primeiro solista da música, teve uma branca e cantou uma letra muito usada em todo tipo de actuações que se resume a um belo “Nananananana”. Pois muito bem, o público achou um piadão à peripécia e todo o GAS apoiou o nosso homem. Eis que o homem sossega reflecte e com toda a confiança canta a estrofe acertadamente e com vigor. Todo o GAS feliz porque até estava a correr bem… à excepção do nosso Cuequinha Preta que entrou em pânico! A estrofe cantada pelo moço não era a dele, era a do Cuequinha Preta que obviamente sabia muito bem apenas a sua! O medo o horror, há bloqueios a malta tenta gerir mas o desastre eminente aconteceu mesmo… ninguém sabia a letra do Moço, nem ele! Nada de grave, o público até gostou da risota e o Guru tal como um vendedor ambulante da província, orientou a audiência para que participasse também na música!

Seguiram-se ao desastre, o “Carteiro” e a “Menina Azul”, a primeira menos mal (aqueles holofotes em Dezembro é na boa, mas em Julho? Credo!) e com direito à redenção do Moço que deu um belo espectáculo de bailado/pandeireta, a segunda com algumas novidades mas com muita alma e vontade, que fizeram o público vibrar!

Tinha terminado então a nossa primeira parte, seguir-se-ia por fim o bailado, resolvidos que estavam os problemas com a mesa de som. Aproveitámos para relaxar hidratando-nos com mais anãzitas loiras, e concluirmos por fim o nosso fumício (como é que o alarme não disparou?). Estávamos nós a testar o sistema de alarme de fogo da Junta, quando vem de novo o Moço muito aflito dizer que não ia haver intervalo e que éramos nós logo a seguir ao solo de Ballet!
“Pronto pá! A gente vai…” coitadinhas das meninas bailarinas, lá ouviram os resmungos do povo que não conseguiu beber a cervejinha toda…

Entrámos em palco já com medo dos holofotes e do calor que íamos passar, mas com a táctica original e muita vontade de apagar a má imagem da primeira parte do jogo… ahem… actuação! Começámos com um “Lá longe” com muita garra brilhantemente interpretado pelo Canecão que de capa traçada até nem precisa de apertar o colete, e muito bem apoiado pelos “ajudas”, leia-se GAS! Seguiu-se um clássico do GAS com a Boquinha Linda a brilhar com o “Pequeno frango da Maria”. Um sucesso entre o público! Seguiu-se um “Carocha do Amor”, também muito bem cantado e que foi um sucesso ao nível da anterior, com o nosso Moikano a proporcionar um belo espectáculo cénico!
Para terminar a nossa actuação, cantámos uma música do Orfeão de Espinho, nada mais nada menos que a célebre “Vareira”, correu como nunca havia corrido e foi efectivamente emocionante ver toda a audiência a cantar em coro connosco!

Seguiu-se a Escola de Bailado Giselle com o seu Pas-de-Troix (que finos que são estes tunos, até falam francês…), e o GAS entusiasmado por tão belo espectáculo e pelo facto de haver umas folhas gigantes para o nosso cartoonista oficial dar largas à sua imaginação, lá foi composto um presente para oferecer às meninas (quem tiver a foto que coloque no blog), junto com uma pequena serenata.
No balneário o nosso Sub-Woofer, disse que a “Feiticeira” era fixe, e que ele já a sabia tocar… e lá demonstrou! O povo entusiasmou-se e decidiu logo ali dar-lhe Alternativa! O homem disse “que não, que não, que pode ser. Eu toco!” E lá nos colocámos no túnel prontinhos a ser padrinhos de tão bela alternativa!

Mas o Director da Corrida (maestro do orfeão), fez uma sentida homenagem a uma grande figura de Espinho, o sr. Manuel Sancebas, o qual retribuiu emocionado, oferecendo a bela música da sua autoria “Fado de Espinho” ao Orfeão. Após esta emoção não tinha sentido dar a alternativa ao Sub-Woofer naquela noite, mas ficou prometido!

Hás-de tourear em grandes praças!

Fomos chamados a palco, para recebermos lembranças da efeméride, durante a entrega das quais tivemos parte da tuna a portar-se bem, parte a falar com as meninas do ballet, parte armada em meninos pequeninos, sentadinhos no chão mesmo na frente do palco e tivemos os nossos pandeiretas em pose Victoria Secret mesmo em frente aos dignatários da Junta, Câmara e Orfeão de Espinho. Por fim, o Presidente do Orfeão, pediu ao GAS para distribuir belas rosas que o Moço, qual rainha Santa Isabel, segurava em seu regaço após estas terem caído da jarra onde estavam. Acedemos com todo gosto ao pedido, e por fim, com o público todo de pé, cantámos a “Vareira” com o Orfeão.
Terminou portanto em apoteose o espectáculo!

De seguida partimos para a confraternização com uma bela de uma ceia, durante a qual em conversa com o sr. Manuel Sancebas, ficou prometido que cantaremos com orgulho uma música de tão ilustre espinhense.

Uma vez mais terminou a noite GAS com debandada e strip, sendo que alguns elementos ainda continuaram juntos a beber copos com roupas mais fresquinhas e práticas!