sábado, 21 de setembro de 2013
domingo, 7 de outubro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Muito Obrigado a todos
Não existe palavras para descrever o sentimento que eu e o meu pai sentimos ao ver vocês todos no funeral da minha mãe. Sinto-me obrigado em escrever estas palavras de agradecimento
São nestes momentos em que podemos ver que somos um grupo unido, independentemente de tudo aquilo que nos possa ter afastado, momentaneamente, uns dos outros. Somos e continuaremos a ser um grupo coeso que está presente nos momentos verdadeiramente importantes na vida uns dos outros.
No dia antes de falecer, no Domingo de manhã, eu pus a minha princesa a ouvir a serenata que fizemos na igreja. Esta gravação arrancou-lhe um pequeno sorriso na altura em que tocava a Feiticeira. Quiçá o ultimo sorriso que ela deu nesta vida. Ela, como qualquer das nossas mães, simplesmente adorava ouvir-nos tocar. Independente dos pregos, da cagada, das tricas, dos mal entendidos, ela queria ouvir o que nós tocamos e sentia-se bem quando nos ouvia.
Quero agradecer igualmente o gesto que tiveram para com a minha mãe ao oferecer a capa que ela levou para a sua ultima morada. Ela levou com ela a capa, o nosso símbolo e a letra da feiticeira com ela. Todos nós temos um lugar muito especial no coração dela.
Mais uma vez, em meu nome e em nome do meu pai, muito obrigado.
sábado, 24 de dezembro de 2011
FELIZ NATAL GAS!!!
Festas felizes!!!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
Jantar de 4 de Novembro
sábado, 28 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ainda existe o GAS?
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Habemos Doutoris
Habemos Doutoris. O nosso caríssimo colega Subwoofer, ficou aprovado na defesa do seu Doutoramento.
Assim sendo creio que o seu nome passará a ser:
Dovtoris Signoris Investigatoris Nonnvs Svbwoofervs Voix Cavernosvs Bateriae Cabvs
Irei propor esta alteraçao no próximo ensaio da tunassa..
E PARA O DOUTOR NAO VAI NADA!!!!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Crónica do Aniversário da Casa dos Dragões de Espinho
A missão vestir traje ficou concluída a tempo de chegar a tempo ao check sound. Já andava afastado do traje e dos palcos há alguns tempos, afastamento ditado por uma mega promessa, finalmente concluída, mas mesmo assim não me lembrava da pomposa actividade de check sound, a não ser dos afinanços das guitarras a dez segundos de sermos anunciados num qualquer palco de salão paroquial ou debaixo da janela de uma bela moçoila. Ponto de encontro, café por debaixo da Casa do Porto de Espinho (desculpem não faço menor ideia do nome), e ditava o relógio umas majestosas 17:59, no ponto de encontro estávamos 6: Guru. Tiago Guimarães, Gui, Zé Rodrigo, Eduardo Gicas e eu.
Depois de uma aventura pelos corredores da cozinha do casino de Espinho, lá demos com o palco, e que palco. Como diria o Gicas, podia ter um daqueles em casa. A instalação sonora era fantástica e tivemos de repetir uma música três vezes, para o senhor do som afinar os micros.... E que micros, se tivéssemos uma pandeireta e um bandolim em palco, bastávamos os 6 para um grande espectáculo, isso e saber as letras todas. Mas estávamos a contar com 16 elementos para a o início da noite, já estávamos a imaginar o espectáculo, pena ter de ser só de 30 minutos.
As condições de recepção, para além do excelente palco e check sound, melhoraram com o que veio a seguir, que nos viu mudar o lema de "no mínimo como o Guru", para "no mínimo como no Casino, mas com as cervejas dos Bombeiros"! Tínhamos à nossa disposição 3 camarins, uma mesa com salgadinhos, redon, quiche e muita fruta, e um frigorífico cheio de colas, trinas e outras coisas que tal, e apenas uma grade de super bock... mas como o que conta são as intenções, ainda ficamos à espera das bailarinas russas... Os camarins tinham lâmpadas fashion do IKEA à volta e um cheiro intenso de tabaco, também deviam ter uma gordura estranha na parede, mas ninguém confirmou tal facto.
Aos poucos e poucos foi chegando toda a gente, incluindo o apresentador do espectáculo, o grande Né Vasco, voz inconfundível das rádios locais de Espinho, mas que não nos conhecia, e que foi bastante simpático ao dar-nos uma idade global na casa dos vintes e qualquer coisa... esta gente da rádio nunca foi de grande confiança... e também as indicações dos timings que tinhamos de cumprir por causa do discurso do querido Jorge Nuno, que viria a palco a seguir à nossa actuação... somos mesmo grandes... :P, resultado, tempo de actuação reduzido sequencialmente ao longo da noite de 29+1 minutos, para 19+1 e consequente abandono de canções e palhaçadas a cada minuto que passava.
À vida foi também a ideia de trazer o Helton a tocar o "Frango da Maria" connosco, havia de ter sido bonito.
Chegou a hora da verdade, a playlist foi: Farol de Montedor, Cinderela, Carteiro, Nem Às Paredes Confesso, Pito da Maria, Vareira... no total a actuação rendeu 19+1+1 minutos, dentro do timming esperado.
O Pedrugo reza a história de não ter mandado nenhum prego durante toda a actuação, e esta não correu mal de todo, tirando o facto de estarem todos os espectadores a comer e a pedirem autógrafos aos senhores importantes da plateia.
Nova volta aos camarins, atacamos o bolo de chocolate e a água Vitalis radioactiva... que venha o próximo... e "no mínimo como no Casino, mas com as cervejas dos Bombeiros"!
Claudicador
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A teoria da roda quadrada
domingo, 21 de novembro de 2010
Quasi-Grunge
Enquanto aguardamos ansiosamente que a crónica sobre o jantar de início de actividades saia de dentro dos trajes menores onde foi guardada, permito-me a liberdade de deixar aqui umas pequenas palavras sobre o que uma imagem encontrada no fundo do baú pode evocar.
Quasi-Grunge. Lembram-se de quando todos usávamos casacos de ganga? Era o prelúdio de uma época em que tudo seria vivido de uma forma única. Os cabelos iam começar a crescer, as camisas de flanela iam se juntando à ganga, as relações estreitavam-se e fortaleciam-se... e o mundo estava mesmo aí!.
Tudo mais real mas menos mundano. As conversas viviam sempre alimentadas pela partilha de ideias diferentes ou ideais comuns. Intensas e inesgotáveis.
As dúvidas e as angústias. Nunca eram só nossas, mas sim de todos. E todos resolviamos tudo.
Os amigos, a noite, as paixões, os desamores, o Verão, a praia, a música, as bandas... As bandas! A nossa cidade em fase Seattle!
E eramos assim. Diferentes, a querer ser mais, mas já nós.
Um grande abraço,
Almeidae Sanctus
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Ah boquinha linda!!!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A crónica.
Tanta força para levantar menires de 33cl e tão pouca para escrever uma crónicazinha de um simples e tranquilo jantar.
Vá lá. Estamos anciosamente à espera.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
OFICIAL: Jardel deixa os estádios!
Eram ainda umas soalheiras 13:19 quando o Guru e a minha pessoa se encaminharam ao ponto de encontro que era, pasmem-se, no América. Alías, quando é que estas referências continuadas na blogosfera começam a render finos, assim por dizer, à pala? Já dever haver malta nos mais longínquos confins da Rua 62 a conhecer esta casa à nossa custa! Adiante, que já desabafei.
Depois de alguma discussão sobre a legitimidade de estacionar em plena faixa de rodagem, seguimos fortes e confiantes ao encontro do Pide que nos aguardava, não de lápis azul em riste, mas de burbulhante e resplandescente copo na mão. Sim, como são todos os finos no América! (pub) E assim trocámos algumas palavras de carinho e reconhecimento mútuo, fechando com os devidos insultos dada a sua situação de férias praticamente intermináveis. O ordinário!
Segundos depois de ter dado um toque ao Cancioneiro (que frase bonita), ei-lo! Porte altivo, barba impecávelmente aparada e muita fominha. Dada a proximidade com a hora de almoço e com os estómagos em auto-digestão era tempo de pedir forragem. Estando de dieta e a fugir de fritos, pedi dois rissolinhos que, segundo consta, são cozidos. E assim fui acompanhado pelos restantes convivas por entre mistos e senhores que só comem pregos aos pares. Tipo, dois de cada vez. Ainda dizem que estamos velhos.
Estávamos nós na comezaina, a falar de boca cheia, cuspindo pequenos pedaços de comida, quando chega o nosso Maikel Náite (nunca hei de saber escrever isto) que se junta à malta a uma pequena distância de segurança. A prosa fluia. Foi então discutida a data para a magna jantarada de início de época, que seria por volta do início de Setembro. E porque não anteceder o início de época por um jantar de fim de época para dia 31 de Agosto? Apesar de não ter recolhido muita aceitação, é a minha opinião, e eu concordo com ela. Para fazer esquecer o meu momento de clarividência, foi anunciado que o Sr. Manuel Sancebas teria uma música alinhavada para tocarmos, algo que muito nos alegra e honra.
Breve revisão das músicas a tocar (que medo...) e chega o nosso Moikano assim completando a bela meia dúzia de seis. Ala que se faz tarde!
Após uma agradável viagem em viatura com o clima controlado, chegámos a Fornos, onde fazendo juz ao nome, estava um calor que não se podia. Foi com supresa que se constatou que o que nos sobrava em calor, faltava em tecido aos vestidos de avisadas moçoilas que sábiamente anteciparam as condições climatéricas do local.
Apenas alguns instantes decorridos e estamos em companhia desse grande senhor, Jardel! Sempre em grande forma. Silhueta atlética e a confiança dos grandes momentos, com felicidade estampada no rosto. Após a comoção inicial devida ao grande acontecimento que se aproximava, lá nos preparámos e colocámos em posição para dar início à função. E aí vem Jardel, acompanhado pela Moçoila (a música, não o objecto final da demanda).
O nervoso miudinho aumentava e chega a noiva, acompanhada de seu pai nessa derradeira viagem para os braços de seu escolhido. Bandolins à ilharga, acompanhada de piquenas e académicas pagens. E assim se iniciou a cerimónia. Que belas leituras, a convidar à introspecção dos presentes, e com grande impacto neste grupo de serenantes, sentados por trás do ambão. O salmo, brilhantemente intrepretado pelo Guru, com a sua capa traçada em homenagem ao grande Jardel.
Muitos foram os momentos de elevação, por entre o enaltecer do fogo do noivo e da fecundidade da noiva (he he... he... he... estas coisas bíblicas...). E após os votos, e porque “Não separe o homem o que Deus uniu.”, permaneceram os nossos noivos de mão dada por longos momentos.
Não esquecer o inspirado “Cordeiro de Deus”! A potência da pandeireta do Moikano que ecoava pelas naves! As vozes afinadas! O Jardel quase a tocar contrabaixo! E no final! A grande pergunta! Quatro palavras mágicas:
- Vão tocar o cordeiro?...
O que é que será que esta pergunta quer dizer? Desenganem-se os que pensaram que era resultado dos pregos do bandolim, que tornam qualquer música irreconhecível. Quer apenas dizer que a nossa versão é tão desconcertantemente nova que se eclipsa o original.
E embalados por tão belos cânticos, e sem dar por isso estávamos no final da cerimónia. Rápidamente, e em cunha, nos dirigimos para a entrada do templo onde estenderiamos as nossas capas em deferência aos recém-enforc... casados. Não sem antes organizar um “Porto de Honra”, transportado em providencial mala térmica, préviamente preparado pelos noivos para que todos pudessem, logo ali, brindar à sua felicidade. E brindar, e brindar, e alguns ainda, brindar novamente. Vá... e brindar. Não esquecer o FRA do GAS, feito de gás por este vosso servo (foi a emoção). Atenção à mala térmica... Existem ideias para a tornar num item standard GAS69... Já encontrei algumas de traço académico... Uma mala térmica de granadinhas...
Após tentarmos infrutíferamente emborrachar, ali mesmo, os nubentes, e tendo as gargantas em chama de com tanta alma cantar, descobrimos a Adega Regional Vitualha, onde toalhas eu não vi (peço desculpa, não resisti à chalaça). Enquanto no recinto se faziam as últimas despedidas, nós tratámos de malhar finos e rissolinhos como se não houvesse vida para além de uma cerveja em copo plástico. De repente, estava de novo na queima!
O tempo parou...
E assim, admirado e embasbacado, constatei:
Jardel deixa os estádios e recolhe a casa, que será sua e de quem guarda o seu coração.
Vivam os noivos!
PS - Não desapareças miúdo!
domingo, 1 de agosto de 2010
FESTA DAS COLECTIVIDADES, PARAMOS, 30 de JULHO DE 2010
Cheguei ao já usual ponto de encontro com uns pontuais 40 (quarenta) minutos de atraso, pelas 20:40h. À mesa, o Guru, o Pide, o Cuequinha Preta, o Jardel e a sua Noiva que com o aproximar do DIA de modo algum o deixa desamparado nestas lides, e um muito aluado Canecão. Talvez a proximidade de mais um importantíssimo jogo desse execrável clube do qual é adepto lhe ocupasse a mente, ou algum assunto de foro mais íntimo. Como cantava Amália, não sei, não sabe ninguém.....
Efectuados os cumprimentos aos presentes, tomei conhecimento que o reunir marcado para tão cedo se devia a uma muito remota hipótese de brindar-mos mais um recém casal, que nesse momento festejava o acto na Quinta da Camarinha, com uma memorável serenata. Nessa celebração marcava presença o nosso insubstituivel Almeida Santos, e ouvi dizer que a verdadeira razão da serenata se prendia mais com a tentativa de resgate, sim resgate, desse nosso elemento do que com outro qualquer motivo. Afinal, o insubstituivel, é solista em algumas músicas e é o nosso primeiro bandolim, motivos mais do que suficientes para a sua ausência ser temida. Havia que aguardar a chegada de mais elementos para que fosse possível ponderar tal missão.
Assim, foram passando os minutos, entre finos, pregos, hamburgueres e conversas acerca do que fazer com os milhões do prémio do euromilhões que teima em não nos sair. Entre outras mirabolantes ideias há que salientar a aquisição de autocarros, fabulosos iates (aconselho a visita a www.why-yachts.com), a instalação do GAS de 69 no Palacete da Pena e a inevitável construção de um cervejoduto para que o abastecimento desse combustível a que somos movidos fosse abundante e contínuo. Até já se teciam projectos para spa's de cerveja,imaginem.
Já o devaneio ia longo e se quantificavam salários para profissionalizar o GAS de 69, ponto em que a discórdia estalou devido aos elevadíssimos salários pedidos por elementos como o entretanto chegado Viscoso, que, desfaçatez estampada no rosto, afirmou que por 200 €, eu repito, 200 €, se tornava profissional. Outros, mais sérios e honrados apenas exigiam 5000€, ou 4999€ como o Pide, sempre altruísta e consciente da necessidade de justiça salarial neste país. 200€, valham-me os santos todos.
Pés novamente assentes no tapete da esplanada do América, e após a triste constatação que ainda não era desta vez que tinhamos que ter esta discussão dos salários do GAS de forma séria, o Guru lembra que convinha fazer o alinhamento, vai daí, saca de um guardanapo, pede uma caneta e numa penada estão doze músicas alinhadas, repertório mais do que suficiente para uma hora de actuação que era o que estava contratado.
Assente ficou também que dado o adiantado da hora já não seria possível efectuar o resgate, pelo que, por sms, foram encetadas tentativas várias de obter a presença do insubstituivel na actuação que se perfilava. Como que por birra perante a nossa ausência no casório, ou talvez porque o menu, quer o sólido quer o líquido, se apresentava bem mais apetecível lá do que no local da actuação, Almeida Santos nos deixa apenas com uma ténue esperança na sua presença.
Dos elementos com presença assegurada apenas faltava o Moço, que resolveu contribuir para a produção nacional no último dia antes de férias com umas horas mais de trabalho. Remunerado ou não , também é como diz a Amália, e o Gigantone que deslargava o carro amarelo quase na hora marcada para a actuação e que consequentemente ia lá ter.
Assim nos deslocamos em caravana composta por três viaturas, com direito a música ao vivo dentro das mesmas e gajos dependurados das janelas. O costume.
Chegados ao local da faena e após 227 voltas à rotunda (este número é aproximado pois fiquei ourado e não as consegui contar) lá estacionamos num sítio qualquer pois a organização não reservou lugares VIP para as viaturas dos artistas. Aqui está mais uma cláusula a incluir em contratos futuros.
A entrada no resplandescente recinto da festa fez-se sob um auspicioso luar de tons alaranjados devido ao fumo dos fogos que por este país lavram.
Como sempre, este bando de enrroupados em demasia para o calor que se faz sentir nesta altura do ano, atraiu de imediato as atenções dos presentes. Será que um traje ainda tem tanto impacto? Aqui fica uma proposta para futuras discussões.
Ocupava o palco a Banda de Paramos. E continuou a ocupar até depois das 24h, quando nos pediram para actuar às 23h. O que nos valeu foi a simpatia das funcionárias da barraquinha dos Milhafres (ai se eles lêem isto) que após nos venderem as três minis que tinham no frigorífico, lá nos continuaram a aturar e a fornecer o tão precioso liquido já em copo de plástico de 25 cl. Isto é a prova viva que nós não nos preocupamos com a embalagem mas com o conteúdo.
Terminada então a actuação da Banda, limpo o palco da parafernália utilizada pela dita, instalados os microfones, eis que o Sr. Presidente da BMUP tem o meritório acto de colocar no palco uma grade de granadas de mão fresquinhas (vulgo minis). São actos destes que tocam fundo no coração de um homem e cimentam relações institucionais.
Subimos ao palco e o assunto tornou-se sério. Conseguimos mais palmas do que a Banda, o que é normal pois somos mais ordinários do que eles, e o que o povo gosta é de ordinarices, mas efectivamente nem todas as actuações podem entrar no rol das memoráveis e esta intégra esse grupo. O Gigantone nem deu pregos, o Moikano esteve ao seu nível, o Guru empenhadíssimo na apresentação, as vozes afinadas, eu cantei as músicas quase todas, o Jardel imparável no baixo, mas não estivemos lá. A hora já ia adiantada, o som não ajudou, o público também não se empenhou muito, exceptuando aquele senhor que até o "Farol de Montedor" dançou, enfim, fosse o que fosse, houve qualquer coisa que nos correu menos bem, mas cumprimos os mínimos ou até os médios e por aí nos ficamos. Melhores actuações virão.
Terminada então a actuação e ultrapassado esse obstáculo que são as escadas do palco, eis chegado o momento da confraternização e inevitável repasto, composto por muita cerveja, pregos, bifanas e papinhas de sarrabulho. Isto acompanhado por uma desgarrada em que o refrão era uma coisa muito estranha...... " E mostra a peida, E mostra a peida....". Isto tudo na presença da filha do Presidente da Junta. Não havia necessidade.
Para finalizar apenas dois apontamentos:
A inevitável sessão de pancadaria inoportunamente interrompida pelos elementos da segurança. Nem sangue cheguei a ver, e disso dei conta à organização para que em futuras edições dê instruções para que pelo menos deixem partir duas ou três garrafas na cabeça de alguém pois arraial popular sem pancada é como jardim sem flores.
Por fim queria aqui deixar um pedido de publicação de um vídeo de que sou proprietário, efectuado quando dois elementos do GAS trocavam de roupa em plena via pública e proferiam uma séria de parvoíces. Caso os intervenientes autorizem a sua publicação é favor fazer-me chegar a respectiva autorização em papel timbrado de 25 linhas. Caso algum editor de meio de comunicação social queira comprar o dito vídeo (de má qualidade pois foi realizado com telemóvel) eu vendo mesmo sem a autorização dos intervenientes.
E então até dia 14 de Agosto.
domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Crónica de um Matrimónio
Faltava um minuto para as 14 horas quando finalmente consegui sair de casa, já trajado e com a guitarra pendurada no ombro. A tarde de Verão estava quente e o sol não desistia de me tentar derreter. Mas em vão, pois apesar de suar, e muito, cocó seco não derrete.
Entrei no meu carro impecavelmente badalhoco, e dirigi-me à capela da Nossa Senhora da Ajuda, que fica a uns longos trezentos metros (arredondados) de minha casa. Como é obvio acabei por estacionar o carro mais perto de casa do que da capela. Conforme ia galgando a calçada os transeuntes, que vestiam leves indumentárias, lançavam-me olhares trocistas ao passo que as transeuntes, que desfilavam provocantes indumentárias, me lançavam olhares lascivos.
Quando finalmente chego à capela, encontro o Guro e o Moikano na entrada muito indignados: O senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero queria um cântico de entrada e nós não tínhamos preparado nenhum!
Mas nada que apoquentasse o Cancioneiro, e como “Deus está aqui” arranjou-se logo um cântico de entrada. Subi então os degraus que davam acesso ao local onde a magnânime tuna iria actuar: a bancada central da Capela de Nossa Senhora da Ajuda. Lá em cima encontrei o Pedro Queiroz, que tentava desesperadamente arrancar algum som da relíquia exposta no piso superior da capela, e sem entretanto chegou o Jardel com a Chaimite, pronto a fazer vibrar na frequência “oceano-pacifico” qualquer coração mais carente, auxiliado pelo Canecão e por um Moço de ar muito afeminado, que ainda trazia os colants da noite anterior a revestir-lhe as pernas em forma de alicate. Verdade seja escrita, este Moço era um herege pior que o Canecão de antigamente, pois foi sem decoro que entrou na casa do Senhor de toalha negra ao ombro, com uns provocantes calções cor-de-corvo e um chapéu de três bicos. O que vale é que o senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero não o viu, senão convidava-o já para ir com ele fazer bodyboard naqueles dias em que a SICradical vem cá a Espinho fazer reportagens.
O Cuequinha-Preta e o Subwoofer não demoraram a chegar, assim como o Almeida-Santos e o Pide. Como o resto do pessoal nunca mais chegava o Guro, depois de elogiar a pontualidade do pessoal com uns impropérios que não me atrevo a transcrever, lá deu inicio ao ensaio geral. Cada música foi então revista minuciosamente-muito-por-alto-uma-única-e-última-vez, e ficamos então prontos para a actuação.
Quase com a cerimónia a iniciar-se chegou o Torradeira sorridente e o Gigantone todo speedado e pronto para enfiar uns quantos pregos em todos quantos se lhe atravessassem no caminho.
O noivo, lá em baixo, esperava pacientemente pela noiva, enquanto o pessoal cá em cima repetia sem cessar um galhofeiro “tosxsxtasxx”. (ainda hoje não entendo porquê). Chegou finalmente o Obelix e a cerimónia podia começar. A noiva assim que soube que a tuna estava completa e apressou-se para a Capela, na esperança de ainda os ouvir cantar.
Já com a tuna em formação de combate, a noiva entrou na Capela ao som de uma relíquia do século V, que rangia mais do que soava. E quando já todos pensavam que se podiam sentar, a tuna anunciou que “Deus está aqui”.
A actuação foi brilhante, não havia música que não suscitasse um virar de cabeças na nossa direcção, acompanhado por um sorriso malandro da parte de todas as donzelas presentes na cerimónia. O Santo mexeu, o Cordeiro de Deus dançou, o Aleluia espantou, o Senhor, Tu és a luz encandeou… até parecia que eram os escuteiros de Alvarelhos que cantavam! Mas o ponto alto foi sem dúvida a intervenção dos “Il Divo”, que não quiseram deixar de estar presentes. Houve quem tivesse pensado que se tinha tratado de um playback, mas não, foi mesmo “in vivo”.
Como não podia deixar de ser, o Viscoso e o Pide não se conseguiram conter tiveram de tocar o seu incontinente-faduncho-boémio, mesmo a meio do ofertório. Quem não gostou da brincadeira foi o senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero, que viu no acto de tocar a inocente melodia, naquele instante, um ataque à seriedade da sua Profissão… oh, perdão, Vocação, queria ter escrito Vocação. Olha, agora já não dá para apagar porque o meu teclado é pobrezinho e não tem “delete”.
O importante é que a cerimónia correu impecavelmente bem, ou não tivesse ela sido conduzida por um profissional da coisa… o Guru! (pensavam que ele estava a referir-me a quem? Ao clérigo, não? Seus malandros…)
No final, a noiva sempre atenciosa mandou pelo jabardo do irmão algo para adoçar a boca a quem tão bem cantou e alegrou: Beirão!!! Quer dizer, amostras de Beirão…
Depois de terem os papéis todos assinados, os noivos saíram finalmente da Capela, com arroz pelo ar e capas pelo chão. Foi então que surgiu um espontâneo digníssimo brinde de beirão e um FRA dito-berrado pelo Almeida-Santos, que perdurara pelos tempos.
No final do dia, depois da loucura da festa, a noiva disse-me comovida: “A parte do casamento que eu mais gostei foi a cerimónia. Foi linda. Obrigado.”
Obrigado.
PS: o título “lustrissimo” nada tem haver com o facto de o nosso senhor-excelentíssimo-digníssimo-lustrissimo-presbítero gostar de puxar o lusto do senhor bispo do Porto, mas sim com o facto de já ser o eclesiástico da cidade de Espinho à mais de 5 anos (5anos = 1 lustro).
PPS: Agora a sério: Muito obrigado a todos pela actuação e da forma como correu. A Iracema e o Tiago estão-vos verdadeiramente gratos e não encontram palavras para descrever o quanto todos vós ajudaram a tornar-lhes o dia inesquecível. Muito obrigado por terem estado presentes meus amigos.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
e a cronica do casorio??????
anda lá...conta coisas? cm correu? tiveste reacçoes à N/ (modestia à parte) extraordinária, fantástica, assombrosa performance? (volto a referir... modestia a parte, claro...cof...cof)
abreijos!
(pra ti recem cunhado do tosxsxtasxx é só se publucares a croniqueta! pos outros... é à balda)







